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Evento traduz os principais aprendizados do maior evento do varejo global em diretrizes práticas para o crescimento das franquias

A Associação Brasileira de Franchising (ABF) aterrissou no Brasil com uma leitura estratégica da NRF Retail’s Big Show 2026: a Inteligência Artificial deixou experimental e passou a atuar como infraestrutura essencial do varejo global, com impactos diretos na operação, na governança e no planejamento das redes de franquias.

Para Tom Moreira Leite, Presidente da ABF e do Grupo Trigo, “a NRF mostrou que entramos em uma nova fase, menos orientada por hype e mais guiada por maturidade estratégica, disciplina operacional e clareza de identidade”.

No franchising, Cristina Franco, Presidente do Conselho da entidade, reforçou que “isso significa usar a tecnologia para fortalecer o modelo, gerar eficiência e entregar valor real ao consumidor e ao franqueado, mas sem esquecer da humanidade, afirmou no evento Pós-NRF da entidade, realizado em janeiro, em São Paulo.

Comércio Agêntico com liderança estratégica

A leitura do cenário internacional mostra que estamos em um momento de aceleração tecnológica, mudança das jornadas de consumo e avanço do comércio agêntico. Nesse novo contexto, a decisão de compra passa a ser mediada por algoritmos e agentes de Inteligência Artificial (IA), o que exige das marcas dados estruturados, consistência narrativa e preparo para serem recomendadas antes mesmo da intenção explícita do consumidor.

Em relação à aplicação prática da tecnologia no franchising, a IA se tornou uma condição mínima de operação, com impacto direto na operação da rede, no suporte ao franqueado, na experiência do cliente e na tomada de decisão orientada por dados e decisões estratégicas dos líderes.

Varejo como terceiro lugar

O varejo se reinventa no modelo físico para se tornar o “terceiro lugar” na vida das pessoas, com espaços frequentados por desejo, não por obrigação. No varejo, os pontos físicos se tornam ativos estratégicos, conectando experiência, dados, rentabilidade e posicionamento de marca.

Para o franchising, a aplicação é mais direta: redes precisam atuar como plataformas de experiência, investir em treinamento humano, fortalecer a cultura organizacional e profissionalizar a jornada do cliente, equilibrando consistência de marca com autonomia. “A relação de confiança com os consumidores passa a ser um pilar fundamental para as redes, juntamente com os novos formatos de lojas como plataforma de valor. O varejo mudou, e as franquias precisam acompanhar essa transformação com método e intenção”, concluiu Claudia Vobeto, Diretora de Capacitação da ABF, fundadora e CEO da Majô Beauty Club Franchising.

A ABF reuniu 5 insights centrais do Pós-NRF 2026 para orientar o franchising brasileiro:

  • IA como infraestrutura: deixa de ser experimental e passa a sustentar decisões, eficiência operacional e governança
  • Avanço do comércio agêntico: algoritmos passam a mediar jornadas de compra, exigindo dados estruturados e consistência de marca
  • Foco em execução: menos testes, mais resultados, com tecnologia orientada e retorno real
  • Loja como plataforma de valor: o ponto físico evolui para espaço de experiência, serviços, dados e relacionamento
  • Pessoas e liderança no centro: cultura forte e liderança ativa são decisivas para escalar tecnologia com consistência

Ao trazer para o Brasil os principais aprendizados da NRF 2026, a ABF reforça seu papel como ponte entre as tendências globais e a realidade do franchising nacional, apoiando redes na construção de um varejo mais eficiente, humano, orientado por dados e preparado para crescer de forma consistente em um cenário de rápidas transformações.

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