Composição das gôndolas e leitura de jornada do consumidor se consolidam como fatores-chave de conversão no ponto de venda
A organização dos produtos nas prateleiras dos supermercados têm impacto direto no comportamento de compra dos consumidores e vem ganhando espaço nas discussões sobre eficiência no varejo. Em meio ao debate sobre o conceito de “loja ideal”, especialistas e players do setor destacam o papel estratégico da exposição como fator-chave para tornar a jornada mais intuitiva e eficiente.
Além do abastecimento, gôndolas bem estruturadas partem de uma leitura clara da jornada do consumidor. No segmento de alimentos, esse movimento é impulsionado pela busca por praticidade, o que leva à organização das categorias não apenas por tipo de produto, mas por ocasião de consumo, destacando soluções que encurtam etapas do preparo, como itens prontos ou semiprontos, e facilitando a navegação ao mesmo tempo em que reduzem o atrito na decisão de compra.
Na prática, esse movimento já pode ser observado na atuação da Vapza Alimentos, que vem trabalhando com o varejo na organização de produtos por ocasião de consumo, especialmente em conveniência. Isso se traduz em uma exposição mais flexível no ponto de venda, com itens que podem aparecer em diferentes áreas da loja, como mercearia, proteínas, hortifruti ou até espaços de refeições prontas, que vão de acordo com a lógica de uso e não apenas da categoria.
“A loja ideal não é necessariamente aquela com mais itens, mas a que organiza melhor suas soluções”, afirma Enrico Milani, CEO da Vapza Alimentos. “Quando o varejista estrutura a prateleira pensando na lógica de uso do consumidor, ele reduz atrito na decisão de compra e aumenta a conversão.”
Com isso, o conceito de “shopper-centric” avança do discurso para a prática, apoiado por estratégias como blocos de conveniência, integração entre categorias e comunicação mais objetiva no ponto de venda, elementos que contribuem para uma jornada mais fluida e para o crescimento do ticket médio.