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Grupo Boticário amplia debate sobre a realidade da violência contra as mulheres no Brasil

Com Fernanda Lima como protagonista da campanha, a companhia se mobiliza para promover mais educação e consciência sobre o tema, estimulando a troca, apoio e informação qualificada no canal exclusivo de WhatsApp ‘Precisamos Falar”. 
Disponível durante todo o mês de março, reunirá comunidade médica, advogados e psicólogos para orientar a sociedade sobre como agir e enfrentar essa realidade.
O Grupo Boticário se une ao movimento por mais educação e consciência sobre o tema, questionando a vergonha, sentimento historicamente naturalizado para as mulheres, que pode limitar o acesso à informação, atrasar a busca por ajuda e reforçar silêncios.
Dados de pesquisa proprietária do Grupo Boticário ajudam a dimensionar como esse sentimento atravessa diferentes momentos da vida feminina. Segundo o levantamento, 9 em cada 10 mulheres  dizem já ter sentido vergonha do próprio corpo, enquanto 60% delas afirmaram ter vergonha da idade, revelando como pressões sociais se manifestam desde a adolescência até a vida adulta, moldando comportamentos, escolhas e a forma como muitas mulheres se percebem.
Durante todo o mês de março, o Grupo Boticário lança o canal de WhatsApp exclusivo “Precisamos Falar”,  idealizado em parceria com  Bloom Care, plataforma digital de saúde feminina fundada por mulheres e guiada pela ciência, reunindo a comunidade médica, advogados e psicólogos para orientar a sociedade sobre como agir e enfrentar a violência contra a mulher, por meio de conteúdos acessíveis e com alto rigor técnico. Dúvidas reais e questões urgentes da comunidade se transformam em escuta ativa e conteúdos cocriados com esses especialistas, provocando reflexões e ferramentas para que mulheres e aos homens, enquanto aliados, entendam o que está por trás destes ciclos de violência e o que pode ser feito enquanto sociedade, para ajudar mais pessoas a entender como agir diante da violência contra a mulher.
A ginecologista Dra. Maria Mariana e o pediatra e ativista pela infância Dr. Daniel Becker são alguns dos especialistas presentes no canal com conteúdos exclusivos sobre a normalização da dor feminina e educação e parentalidade para a formação de consciência social desde a primeira infância.  Já  psicólogas e advogadas compartilharão conteúdos instrutivos sobre acolhimento, abordagem e educação da temática da violência feminina junto às crianças, além de orientações sobre a Lei Maria da Penha e direitos femininos. Ao final do mês, todo o conteúdo será consolidado em uma cartilha digital que ficará disponível no site: www.grupoboticario.com/precisamosfalar.

 

O movimento ganha forma e tom em um filme protagonizado por Fernanda Lima. Idealizada e produzida pela Agência GUT, a campanha traz a apresentadora em estúdio refletindo sobre como a sociedade historicamente ensinou as mulheres a sentir vergonha. Ao longo do filme, cenas do cotidiano feminino, como a primeira menstruação, inseguranças com o corpo ou o envelhecimento, são intercaladas com dados que revelam a dimensão desse sentimento na vida das mulheres. A narrativa ganha um tom mais contundente e sensível quando surgem manchetes recentes sobre casos de violência contra a mulher no Brasil, criando um contraste entre as vergonhas impostas socialmente e a gravidade da realidade violenta que segue se repetindo diariamente no país. O filme foi produzido pela Untitled com direção de cena de Das Figas Produção dos Inserts Saigon com direção de cena Bárbara Magri, produção de áudio da Cabaret.
“A gente cresceu aprendendo a sentir vergonha de muitas coisas que fazem parte da vida das mulheres. Mas quando olhamos para a realidade da violência contra a mulher, fica claro que o que precisa mudar não é o corpo feminino, e sim a cultura que ainda normaliza o desrespeito. Essa transformação começa na educação de crianças, meninos e meninas, continua na adolescência e passa também por homens que não se silenciam diante de comentários ou atitudes que desrespeitam mulheres. Ao mesmo tempo, é fundamental que as mulheres tenham cada vez mais acesso à informação para se fortalecer e se apoiar”, afirma Fernanda Lima.
Marketing como ferramenta de transformação social
A discussão ganha ainda mais relevância diante do cenário enfrentado pelas mulheres no país. Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública indicam que 1.470 mulheres perderam a vida no Brasil em 2025 em decorrência de episódios graves de violência de gênero, o maior número já registrado. Nesse contexto, questionar os mecanismos sociais que silenciam experiências femininas também se torna parte de uma discussão urgente.

“Não existe beleza onde há dor silenciada e negligenciada. Nossa campanha e o canal ‘Precisamos Falar’ nascem da escuta e da responsabilidade de transformar dados e vivências reais em iniciativas com impacto genuíno para a sociedade, colocando em evidência um dos tantos pesos que as mulheres carregam e que, muitas vezes, ainda são tratados com silêncio ou constrangimento. Como uma das maiores empresas de beleza do país, devemos usar a nossa voz para promover a troca, aprendizado e apoio”, diz Renata Gomide, CMO do Grupo Boticário.

Sofia Calvit, Diretora Executiva de Criação da GUT, “é muito importante pra gente estar ao lado do Grupo Boticário falando consistentemente sobre temas tão relevantes para a vida das mulheres e para a sociedade como um todo. Desta vez, precisamos nos posicionar sobre a explosão de casos de violência contra a mulher que tem acontecido no Brasil e entender o que podemos fazer para ajudar”.

Vergonha não é detalhe, é um fator estrutural na saúde e bem-estar da mulher

A pesquisa inédita do Grupo Boticário realizada em parceria com a On The Go Consumer Insights ouviu mais de mil mulheres de todas as regiões do país. O estudo ajuda a dimensionar o impacto da vergonha no cotidiano ao longo de todas as fases da vida de uma mulher. Para 78,7%, das mulheres a vergonha é relatada como um “peso”. Quando convidadas a traduzir esse sentimento em metáforas, muitas afirmam que, se a vergonha fosse um peso físico, ela “cansa”, “impede” ou “atrasa” suas vidas. O levantamento também revela que mais de 70% das mulheres reconhecem carregar vergonhas que nunca deveriam existir, enquanto 73,5% dizem ter aprendido a conviver com desconfortos sem explicação, evidenciando como esse sentimento atravessa diferentes fases da vida feminina e influencia comportamentos e decisões.

“Acreditamos no poder da comunicação como ferramenta de inclusão e conscientização social. Por meio do marketing, temos um poder enorme de ampliar conversas que precisam cada vez mais ser amplificadas e ganharem ainda mais protagonismo no espaço público. Quando usamos nossa força de comunicação para trazer à tona temas urgentes, inclusive dados sensíveis e muitas vezes desconfortáveis, como a violência contra a mulher, estamos assumindo uma responsabilidade que vai além do papel tradicional de uma empresa. Mais do que falar sobre o tema, a iniciativa convida toda a sociedade a participar da transformação, para orientar, esclarecer e mobilizar a sociedade.”, reforça Renata Gomide.

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