Com a coleção Recanto, marca se posiciona como curadora de comportamento e utiliza referências da MPB para traduzir o desejo do consumidor por desconexão e presença
Em um cenário marcado pela exaustão digital, pelo excesso de estímulos e pela dificuldade crescente de desconexão, a casa volta a ocupar um papel central como espaço de refúgio emocional. É a partir dessa leitura de comportamento que a Duratex, marca líder em painéis de madeira industrializada no Brasil, em parceria com a agência W5, apresenta sua estratégia de comunicação para 2026, ancorada na nova coleção Recanto, com lançamento previsto para março.
Fugindo da lógica tradicional do setor, comumente focada na exposição técnica de atributos de produto, a campanha da nova coleção Recanto mergulha no estudo do morar para posicionar a marca como um facilitador do bem-estar e da saúde mental dentro de casa. O conceito central, batizado de Revivência, nasceu de uma investigação profunda sobre os novos arranjos sociais e a relação emocional que as pessoas constroem com seus espaços, entendendo que, em um mundo hiperconectado, o verdadeiro luxo é a possibilidade de estar presente, de desacelerar e de se sentir acolhido dentro de casa.
Essa busca pela verdade nas relações levou a marca a romper com a estética publicitária idealizada e abandonar a imagem da “família perfeita de comercial de margarina” para, em parceria com aW5, expressar uma representatividade real e humana. A campanha retrata o que a marca chama de “casa biografia”, na qual o design respeita a diversidade dos novos lares brasileiros — desde o idoso em sua intimidade até pessoas que vivem sozinhas e valorizam o afeto do cotidiano. “Para 2026, nosso desafio foi traduzir o invisível. O consumidor não compra apenas um padrão de madeira; ele compra o cenário de suas memórias e o refúgio para sua rotina” afirma a gerente de Marketing da Duratex, Patrícia Cisternas.
Para aprofundar essa narrativa, a estratégia criativa explorou a sinestesia e a brasilidade decolonial, buscando na música brasileira o tom sensorial para as peças. Referências aos álbuns Refazenda, de Gilberto Gil, e Remonta, de Liniker, permeiam a identidade visual e verbal, criando uma conexão emocional imediata. Essa “estética do afeto” se materializa em padrões como o Hibisco (vinho vintage) e o Marrom Retrô, que evocam nostalgia sem abrir mão da ousadia contemporânea. Segundo o diretor de Criação da agência W5, Beto Paixão, esse exercício de humanização permitiu que a marca saísse do showroom técnico para entrar na intimidade das pessoas, onde o silêncio também é um lugar de escuta.
Ao transformar esses sinais sociais em estratégia de negócio, a Duratex consolida o design sensorial como eixo central de inovação e posicionamento. Ao antecipar o desejo por texturas táteis através da nova categoria de Madeiras Naturais, a marca demonstra um aprofundamento na leitura do comportamento humano, convertendo sensibilidade em inovação industrial. “Ao garantir ambientes que acolhem, a Duratex não entrega apenas um insumo para o mobiliário, entrega um patrimônio emocional que durará décadas, personificando a forma mais pura de valor para o cliente contemporâneo”, finaliza Patrícia Cisternas.