Após 27 anos, o Instituto Ronald McDonald que contribui para o tratamento do câncer infantojuvenil no Brasil. Agora, inicia o maior movimento de evolução de sua história e, passa a se chamar Casa Ronald McDonald Brasil. A mudança representa não apenas uma nova identidade institucional, mas também uma ampliação estratégica de sua atuação na saúde infantojuvenil.
Mais do que atuar exclusivamente na oncologia pediátrica, a organização amplia seu olhar para diferentes jornadas de saúde que exigem acompanhamento contínuo, acolhimento e suporte familiar. A nova fase nasce de um entendimento que ganha força nos grandes debates globais sobre saúde: quando uma criança adoece, toda a família também entra em tratamento.
“Existe uma pergunta que começou a guiar todas as nossas decisões nos últimos anos: quem cuida de quem cuida? Quando uma criança enfrenta uma doença grave, toda a família é atravessada por essa jornada. Mães deixam empregos, pais abandonam rotinas, irmãos mudam completamente suas vidas e muitas famílias passam a viver entre hospitais, estradas e incertezas”, afirma Bianca Provedel, CEO da Casa Ronald McDonald Brasil.
“Seguiremos tendo o câncer infantojuvenil como prioridade absoluta, mas queremos ampliar nossa capacidade de cuidado e expandir toda a expertise construída ao longo de 27 anos para apoiar ainda mais famílias em jornadas complexas de saúde”, completa.
Ao longo de 27 anos, a organização investiu mais de R$ 445 milhões em saúde infantojuvenil, impactando diretamente mais de 3,3 milhões de crianças e adolescentes em todo o país. Nesse período, apoiou mais de 2 mil projetos em 111 instituições brasileiras e treinou mais de 50 mil profissionais e estudantes da saúde em diagnóstico precoce.
Somente no último ano, mais de 104 mil hospedagens foram realizadas pelo Programa Casa Ronald McDonald. Dados internos da organização também mostram a profundidade dessa jornada: 73,1% das famílias acolhidas vivem com renda de até um salário mínimo, enquanto mais da metade dos hóspedes já precisou utilizar o programa seis vezes ou mais durante o tratamento das crianças.
Além disso, 98,3% das famílias afirmam que indicariam o programa para outras pessoas, e 92% relatam sentir acolhimento por parte das equipes e colaboradores da rede.
Agora, o objetivo é ampliar ainda mais o alcance da atuação e consolidar a organização como uma das principais redes de apoio à saúde pediátrica no Brasil.

