A presença feminina nos cargos mais altos das empresas ainda é um dos temas centrais do debate sobre governança e competitividade corporativa. No Brasil, mulheres ocupam cerca de 38% das posições de liderança, mas quando o recorte chega ao topo da hierarquia corporativa, os números diminuem significativamente. Em cargos de alta direção e gestão, a participação feminina costuma ficar entre 20% e 25%, variando conforme o setor e o porte das companhias. Em segmentos historicamente associados a estruturas mais tradicionais de gestão, como indústria e esporte, a presença feminina costuma ser ainda menor. Ainda assim, empresas que ampliam a diversidade em posições estratégicas têm demonstrado maior capacidade de inovação, adaptação a mudanças e leitura de mercado, fatores que têm levado companhias de diferentes setores a rever modelos de liderança e sucessão executiva.
Nos últimos anos, mulheres executivas passaram a ganhar espaço nas estruturas de liderança de empresas de diferentes setores, movimento impulsionado tanto por transformações culturais quanto por mudanças no próprio ambiente de negócios. Estudos internacionais indicam que equipes executivas mais diversas tendem a apresentar maior capacidade de inovação, leitura de mercado e adaptação a cenários competitivos mais complexos. Nesse contexto, lideranças femininas têm contribuído para ampliar o olhar estratégico das companhias, especialmente em setores ligados ao bem-estar, esporte e saúde. Executivas têm desempenhado papel relevante na consolidação de um novo posicionamento de mercado baseado em qualidade de vida, equilíbrio e hábitos mais saudáveis, conectando estratégias de negócios com mudanças no comportamento do consumidor. A agenda de lifestyle e saudabilidade, que ganhou força nos últimos anos, também reflete essa transformação, ampliando o espaço para abordagens mais integradas entre esporte, bem-estar e consumo e influenciando tanto o desenvolvimento de produtos quanto às estratégias de comunicação e posicionamento das marcas. Para Roberto Jalonetsky, CEO da Speedo Multisport, esse movimento tem impacto direto na forma como as empresas se relacionam com o mercado. “As mulheres trouxeram para a gestão uma visão muito consistente sobre bem-estar, qualidade de vida e comportamento do consumidor. Em muitos casos, são elas que conseguem traduzir tendências de lifestyle em estratégia de negócio, ajudando as empresas a se aproximarem das pessoas e a construírem marcas mais conectadas com a realidade do público”, afirma.
Esse movimento também pode ser observado no setor esportivo. Na Speedo Multisport, metade das principais áreas estratégicas da empresa é liderada por mulheres. Das 10 áreas centrais da companhia, 5 têm liderança feminina, o que representa 51,5% da gestão sob comando de executivas. Essa presença se distribui por diferentes frentes da operação, incluindo áreas como financeiro, recursos humanos, varejo, marketing e facilities, demonstrando a participação das mulheres em funções que vão da estratégia à operação do negócio. Considerando todo o quadro de colaboradores da empresa, incluindo diferentes níveis hierárquicos e unidades, 63% dos profissionais da Speedo são mulheres, segundo dados internos da companhia. A Speedo construiu sua presença no mercado a partir da produção e distribuição de equipamentos e vestuário voltados à natação e, ao longo das décadas, ampliou sua atuação para outras frentes relacionadas ao universo esportivo e ao bem-estar, incluindo categorias como fitness, beach tennis e lifestyle. Atualmente, a marca possui presença nacional por meio de uma ampla rede de varejo e canais próprios de venda, refletindo a expansão do mercado esportivo e do consumo ligado à prática de atividades físicas no país.
Para Roberto Jalonetsky, CEO da Speedo Multisport, a presença feminina em posições executivas acompanha uma transformação mais ampla dentro das empresas e da própria indústria do esporte. Segundo ele, a ampliação da diversidade na liderança tem relação direta com a evolução das estruturas corporativas e com as novas demandas do mercado. “O ambiente empresarial mudou muito nos últimos anos, e as companhias passaram a exigir perfis executivos cada vez mais diversos para lidar com desafios estratégicos e de mercado. A presença de mulheres em cargos de liderança amplia perspectivas dentro da gestão e ajuda a aproximar as empresas de transformações que também estão acontecendo no comportamento das pessoas, especialmente em temas ligados à prática esportiva, bem-estar e qualidade de vida”, afirma.

