Aquisições expandem e diversificam oferta para os 14 milhões de clientes; eficiência financeira aponta para lucratividade recorde em 2026
Depois de oito anos se consolidando como a maior intermediadora de viagens rodoviárias do País, a Buser, que focava sua estratégia em dois pilares: o fretamento colaborativo (pelo qual os viajantes dividem o custo do frete) e o marketplace, anuncia a ampliação, com as aquisições das viações Expresso JK e Santa Maria, a Buser já está operando também dentro das rodoviárias no modelo que se convencionou chamar de linhas reguladas.
“Entendemos que aliar o forte crescimento orgânico – marca registrada da empresa – com a aquisição de viações tradicionais torna a nossa expansão mais eficiente do ponto de vista financeiro”, afirma Rodolfo Juliani, diretor de estratégia de negócios da Buser. “Além disso, a conversão das empresas adquiridas para o modelo asset-light da Buser nos permite maior geração de caixa.”
Com as novas aquisições, a Buser expande seu alcance geográfico no Centro-Oeste e adensa a sua operação no Sudeste, em rotas que conectam Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), ABC Paulista, Guarulhos (SP) e Curitiba (PR), entre outros.
Juliani afirma que esse movimento de consolidação aumenta o potencial de mercado da empresa, expandindo sua atuação para além do modelo de fretamento colaborativo – que tem construído uma jurisprudência positiva nos tribunais brasileiros, apesar de ações movidas pelas concorrentes. “No início de março ganhamos outra ação, desta vez no Espírito Santo, movida pela nossa maior concorrente no Estado (a viação Águia Branca). É mais uma prova de que o modelo é legal.”
Além das licenças operacionais dessas duas viações, as aquisições dão à Buser acesso até então inédito a um dos principais canais de vendas do setor, os guichês rodoviários, que hoje concentram cerca de 60% das vendas de passagens nacionalmente. A Buser já conta com guichês em algumas das maiores rodoviárias do País, como São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília, Goiânia e Curitiba. É um complemento às vendas digitais da Buser, que chegam a custar até 50% menos do que a concorrência. “Isso nos permite ampliar nossa presença nas principais praças de vendas offline, possibilitando nosso avanço nesse canal”, afirma Juliani.
Novos mercados
Uma grande vantagem desses M&As é a conquista de adensamento geográfico em mercados novos. “Nos permitem ganhar market share em geografias diversas com maior eficiência e disciplina do ponto de vista financeiro. Os viajantes ganham mais opções de oferta de viagens dentro da nossa plataforma digital e passamos a acessar também novos passageiros no ambiente offline. Em resumo: a Buser passa a apostar ainda mais na orquestração entre oferta e demanda, resultando em preços mais acessíveis que a concorrência, maior oferta de viagens e melhor conveniência, afirma Juliani.
O diretor explica que o modelo de conversão para esses M&As foi o de “asset light”. “A frota adquirida nessas transações tem sido desinvestida dentro da nossa plataforma de operadores parceiros. Assim, mantemos padrão e qualidade nas viagens e concentramos o foco na orquestração entre a oferta e demanda por trecho, através da tecnologia proprietária da Buser”, diz o diretor da Buser.
Hoje, as empresas adquiridas ainda operam com seus nomes tradicionais para facilitar a identificação pelo usuário. “O movimento de conversão se dará gradualmente, sem atropelos, pois entendemos bem a realidade operacional do mercado e não queremos causar disrupção aos passageiros que já confiam nas marcas”, explica Juliani.
Além dos M&As, a Buser vem registrando dois anos consecutivos de resultados bastante positivos. Em 2025 bateu recorde de receita e lucro operacional. “Para 2026 estamos apontando para um receita superior a R$ 700 milhões, com lucro líquido positivo e margem operacional na casa dos 25%”, diz Juliani.

