Lucro líquido ajustado foi de R$2,2 bilhões, um crescimento de 41% na comparação anual e acima do guidance para o ano
EBT ajustado de R$2,7 bilhões representa alta de 40% em relação ao ano de 2023
Volume Total processado (TPV) de MPMEs incluindo Pix QR Code alcançou R$454 milhões, 22% a mais na comparação anual
A StoneCo Ltd. entregou um ano consistente, com crescimento sustentável e contínua expansão da rentabilidade. Esse desempenho reforça o compromisso da companhia em entregar valor aos seus clientes com escalabilidade e lucratividade, refletido no lucro líquido ajustado de R$2,2 bilhões, acima do guidance de R$1,9 bilhão. A receita total atingiu R$3,6 milhões no quarto trimestre, representando um crescimento de 11% ano contra ano. O EBT ajustado de R$778 milhões representa aumento de 22% em relação a 2023, com a margem EBT ajustada em 21,6%. O indicador EPS (Earning per Share ou Lucro por Ação) apresentou crescimento de 47% na comparação do ano, atingindo R$7,27 por ação em 2024.
Avanços nas Prioridades Estratégicas
O TPV de cartões do segmento de MPMEs atingiu R$403 bilhões, crescendo 15% ano contra ano, chegando ligeiramente abaixo do guidance de R$412 bilhões, devido a um avanço do PIX QR code mais acelerado do que esperado, substituindo as transações de cartão de débito. Ainda assim, o crescimento acima da indústria representou uma continuidade da trajetória de ganho de share. O TPV total (incluindo PIX) no segmento teve forte crescimento, atingindo R$454 bilhões, 22% acima do ano anterior.
Já o volume de depósitos fechou o ano em R$8,7 bilhões, 24% acima do guidance, representando um aumento de 46% na comparação anual. Este forte crescimento foi puxado pela bem sucedida estratégia de bundling Pagamentos+Conta e da contínua evolução do engajamento dos clientes com as múltiplas soluções financeiras que a plataforma oferece.
O take rate de MPMEs fechou o ano de 2024 em 2,55% – superando o guidance de 2,49% em 6bps – impulsionado pela disciplina de preços e pelo crescimento das soluções bancárias e de crédito. A carteira de crédito também superou as expectativas, atingindo R$1,2 bilhão, acima do guidance de R$800 milhões, com níveis de inadimplência controlados (NPL 90+ dias em 3,6%).
Estrutura de Capital
Após anunciar um plano de recompra de R$2 bilhões no dia 22 de novembro de 2024, a companhia anunciou um novo frame de estrutura de capital, a partir do qual estima que a companhia tinha excesso de capital de aproximadamente R$3 bilhões em 31 de Dezembro de 2024, já líquido de R$1,6 bilhões de recompras já executadas. A companhia anunciou que espera retornar o capital em excesso para os acionistas ao longo do tempo, contanto que oportunidades de crescimento que resultem em adição de valor não estejam imediatamente disponíveis.
“2024 foi um ano decisivo para a Companhia, marcado por um realinhamento estratégico, o fortalecimento do nosso negócio core de serviços financeiros para MPMEs, uma performance sólida em meio a uma indústria dinâmica e em constante evolução. Nos últimos dois anos, crescemos a nossa receita a uma média anual de 14%, com 12 pontos percentuais de expansão de margem. Nosso EPS (Earnings per Share, ou Lucro por Ação) cresceu 92% anualmente neste mesmo período, demonstrando não só uma trajetória de crescimento com rentabilidade mas também retornos cada vez maiores para os acionistas”, afirma Pedro Zinner, CEO da Stone.
Software
O segmento de software apresentou sólido resultado com crescimento, o EBITDA atingiu R$292 milhões em 2024 e a margem EBITDA atingiu 21,6% no 4T24, aumentando em 5.4 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior.
A execução da estratégia de vender serviços financeiros para clientes de software continua sendo implementada de forma bem sucedida. A taxa de crescimento do TPV de cartões dos clientes de software (o chamado TPV de cross-sell) vem crescendo 2x mais do que o volume de MPME há vários trimestres.
No entanto, o canal vencedor nesta implementação tem sido o canal de especialistas do segmento de serviços financeiros, resultando numa alocação dos resultados deste cross-sell dentro do próprio segmento. Isto, somado à revisão das projeções para o segmento de software, impulsionada por tendências recentes e por um cenário macroeconômico mais desafiador, levou ao reconhecimento de um lançamento de impairment do ágio sem efeito caixa de R$3,6 bilhões no quarto trimestre.
Vale mencionar que, em relação ao anúncio do final de 2024 de explorar opções para maximizar valor do negócio de software, a Stone recebeu e analisou propostas de diversos interessados, mas nenhuma delas atingiu o valor intrínseco do ativo. Assim, a companhia continua focada em maximizar o valor do ativo e executar a estratégia de cross sell.
Guidance 2025 e 2027
A companhia fez alguns ajustes na forma de ver o guidance de longo prazo (2027), levando em consideração evoluções da indústria e as evoluções recentes em sua estrutura de capital. Enquanto manteve os targets de depósitos e carteira de crédito, adicionou ao guidance de TPV o volume de PIX, conforme já vem demonstrando nos trimestres recentes. Assim, o guidance de TPV para 2027 sobe para R$670 bilhões (cartão+PIX), um crescimento esperado de 14% ao ano para o período entre 2024 a 2027.
Já em relação às métricas de take rate, rentabilidade e despesas administrativas, a companhia passou a olhar o guidance de Gross Profit (Lucro Bruto) e EPS (Earnings per Share, ou Lucro por Ação), que simplificam a visão e estão melhor atreladas à prioridade de crescer com rentabilidade e ao mesmo tempo otimizar a estrutura de capital e o retorno aos acionistas. Sendo assim, guiou para um Adjusted Gross Profit acima de R$10,2 bilhões e um EPS acima de R$15 em 2027.
Para 2025, a companhia forneceu guidance de Gross Profit e EPS, visando maior flexibilidade nas alavancas através das quais irá entregar o resultado e ao mesmo tempo preservar a disciplina financeira e de geração de valor. Sendo assim, o guidance para 2025 é entregar um Gross Profit acima de R$7,05 bilhões e um EPS acima de R$8,6, representando um crescimento de 14% e 18%, respectivamente.
“Mesmo frente a um cenário de maiores incertezas, a nossa abordagem fundamental se mantém inabalada: um compromisso com o pensamento de longo prazo e uma alocação de capital disciplinada”, afirma Pedro Zinner.