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72% dos brasileiros já tiveram problemas na pele causados por picadas de mosquitos

Mesmo com 87% praticando atividades ao ar livre e 66% percebendo risco frequente de picadas, grande parte da população não conecta proteção contra mosquitos ao cuidado diário com a pele, segundo pesquisa Datafolha 

Com a chegada do verão — período de calor intenso, mais atividades ao ar livre e aumento significativo da presença de mosquitos — um dado chama atenção: 72% das pessoas com rotina de cuidados com a pele já tiveram algum problema dermatológico causado por picadas, segundo pesquisa Datafolha encomendada pela marca de repelentes OFF!

Mesmo com hábitos de skincare bem estabelecidos — citados por 68% dos entrevistados — alguns produtos seguem como prioridade:

  • 93% usam hidratantes
  • 82% usam protetor solar
  • 63% usam repelente, mas apenas 4% o consideram importante

A pesquisa ainda mostra que, embora 87% dos brasileiros pratiquem atividades ao ar livre e 66% se percebam em risco semanal de picadas, o uso de repelente ainda não acompanha esse estilo de vida, já que apenas 46% dos entrevistados afirmaram utilizar repelente somente quando acham necessário. A dermatologista Dra. Leticia Muller Rocha, explica que essa percepção limitada ignora uma causa importante de manchas na pele. “As picadas não são apenas incômodas. Elas podem desencadear inflamações, manchas, feridas e até infecções quando a barreira da pele é rompida pela coceira. A inflamação após a picada pode escurecer a cútis e gerar manchas visíveis, que tendem a ser mais marcantes em pessoas com maior predisposição à hiperpigmentação, como é o caso das pessoas de pele negra. A pesquisa mostra que os brasileiros têm a rotina de cuidados com a pele como uma prioridade em suas vidas. No entanto, acabam minando o resultado ao não se protegerem de picadas de mosquitos. Ainda mais com a alta prevalência desses insetos em todas as regiões do país, incluindo as cidades, especialmente no verão”.  

Uso de repelentes na capital vs. interior

Apesar de viverem em contato constante com mosquitos — seja em parques, corredores verdes ou áreas próximas a rios e lagos, tanto no tempo livre quanto no deslocamento diário — brasileiros de todas as idades e regiões ainda não atribuem ao repelente a mesma importância dedicada a outros cuidados. A pesquisa mostra que a percepção de relevância varia conforme a localização: 25% dos moradores das capitais consideram o produto importante, número que sobe para 31% nas cidades do interior. A valorização também aumenta com a idade, sendo mencionada por apenas 13% das pessoas entre 18 e 24 anos e por 35% daquelas com 41 anos ou mais. Esses dados reforçam oportunidades de conscientização, inclusive entre populações urbanas igualmente expostas. 

Dados regionais: Norte e Nordeste

Outro dado importante que a pesquisa revelou é que, quando comparado à média nacional, o Norte e o Nordeste, locais onde a população é mais vulnerável às doenças transmitidas por mosquitos (segundo dados da Fiocruz), são as regiões onde menos se utiliza repelente. No Nordeste, a motivação para o uso do produto está mais frequentemente ligada à prescrição médica e ainda assim a adoção segue abaixo da média nacional. 

Como criar uma rotina de uso de repelentes?

Os dados do estudo apontam que soluções multifuncionais podem contribuir para a formação de novos hábitos de proteção. Dos entrevistados, 88% acreditam que um repelente hidratante simplificaria a rotina, e 49% afirmam que usariam mais o produto se ele também hidratasse a pele, aproximando o uso do repelente do costume já estabelecido de cuidados com a pele. 

Metodologia da pesquisa

Foram realizadas 1.001 entrevistas em todo o Brasil, com homens e mulheres, 18 anos ou mais, das classes econômicas A, B e C, todos usuários de produtos de cuidados com a pele ao menos uma vez por semana.

Técnica: pesquisa quantitativa em painel online, com questionário estruturado e tempo médio de 18 minutos de preenchimento.

Data da coleta: de 16 a 30 de outubro de 2025.

Abrangência: pesquisa nacional.

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