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Novo estudo da BR Media e Publicis investiga como construir marcas na era da economia da atenção

Foto: da esquerda para a direita, com Thiago Bispo (VP de Estratégia da BR Media), Michael Alcoforado, Gabi Borges (Presidente da Publicis Brasil) e Juliana Elia (Head de Estratégia da Publicis Brasil).

Com análise antropológica de Michel Alcoforado e dados da Nielsen, estudo da BR Media e Publicis Brasil revela que, na era dos 8 segundos de atenção, marcas precisam descentralizar narrativas e construir memórias

46% dos brasileiros não se lembram de nenhuma publicidade que tenha chamado sua atenção em 2025. Em um cenário em que o tempo médio de foco não passa de 8 segundos, surge a questão: como construir uma marca verdadeiramente relevante na era da economia da atenção?

Essa é a provocação do estudo “Marketing da Relevância”, lançado pela BR Media em parceria com a Publicis Brasil, que analisa os desafios e caminhos do marketing de influência e da comunicação de marcas em meio ao excesso de estímulos.

A pesquisa reúne duas importantes frentes complementares: o olhar antropológico de Michel Alcoforado, que interpreta os significados culturais da atenção a partir de um estudo qualitativo aliado a entrevistas em profundidade. E a robustez quantitativa da Nielsen Brasil, que ouviu consumidores em todo o país para mapear hábitos e percepções sobre atenção, marcas e influenciadores. “Unir um olhar cultural profundo com a robustez estatística nos permite entregar ao mercado não apenas números, mas um retrato vivo de como as pessoas se relacionam com marcas e conteúdos hoje. Nosso objetivo não é só medir atenção, mas provocar o mercado a repensar a forma como constrói relevância em um cenário de excesso de estímulos”, diz Thiago Bispo, VP de Negócio da BR Media.

O resultado equilibra sensibilidade cultural com evidências estatísticas, oferecendo ao mercado insights estratégicos e inéditos. Entre eles:

Além disso, os dados revelam que 70% dos brasileiros consideram mais fácil lembrar de marcas que aparecem em diferentes contextos e meios, reforçando a importância da complementaridade na comunicação. Quatro em cada dez consumidores afirmam se identificar mais com conteúdos que os ajudam a resolver um problema ou tomar uma decisão, evidenciando o valor da relevância prática. O estudo também mostra que 67% reconhecem a influência dos conteúdos produzidos por influenciadores na intenção de compra, mesmo quando não há conversão imediata. Tudo isso acontece em um ambiente altamente disputado: em média, os brasileiros alternam 27 vezes por hora entre aplicativos, o que deixa ainda mais clara a dificuldade — e a urgência — de conquistar atenção nesse cenário fragmentado.

O material também apresenta três princípios fundamentais para orientar a construção de marcas relevantes, destacando o papel da complementaridade de meios e a força do marketing de influência. São eles: Identificação: a marca precisa gerar identificação real com o consumidor, permitindo que ele se reconheça na mensagem, além de descentralizar a narrativa, ou seja, em vez de falar só de si, abrir espaço para o ponto de vista e a vida do público; Reverberação: a marca deve existir nas conversas culturais antes mesmo da jornada de compra. É sobre estar em pauta, em arenas culturais e contextos simbólicos, construindo desejo e consideração ao longo do tempo; Repertório: construir memória e consistência por meio de aparições relevantes e complementares em diferentes canais. Não é repetição mecânica, mas uma presença distribuída, coerente e que acumula significado.

“Estamos diante de uma nova forma de consumir conteúdo, onde fazer a mensagem se destacar e criar conexão verdadeira é o maior desafio e, ao mesmo tempo, a maior oportunidade. Para o mercado, esse estudo serve de norte, orientando como as agências e as marcas devem se adaptar para comunicar sua mensagem de forma eficaz”, comenta Juliana Elia, VP de Estratégia da Publicis Brasil.

Segundo o antropólogo Michel Alcoforado “O problema não é a nossa suposta falta de atenção. O problema é um mundo, um mercado e marcas que ainda esperam de nós uma atenção que não temos como entregar. O desafio do marketing hoje não é disputar os nossos olhos por mais tempo, mas sim aprender a dialogar com uma atenção fragmentada, fluida e real, que reflete a vida contemporânea. Só assim será possível construir relevância de verdade”, reflete o pesquisador.

“Relevância é a nova forma de ressignificar o marketing em meio a tantos estímulos”, conclui o estudo, que chega para provocar, inspirar e oferecer caminhos às marcas que desejam se conectar de fato com as pessoas.

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