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Estudo aponta que 87% usam smartphone para ver conteúdo esportivo

Levantamento do Resenha Digital Clube realizado pela Data-Makers aponta que 87% dos brasileiros usam o celular para ver conteúdo esportivo; Instagram e WhatsApp dominam a interação durante as partidas 

O estudo inédito “O Consumo de Mídia Esportiva no Brasil”, encomendado pelo Resenha Digital Clube e realizado pela Data-Makers traz dados importantes sobre o consumo de mídia esportiva no Brasil. A pesquisa, que ouviu 1.000 fãs de esporte de todas as regiões e classes sociais do País, aponta que o smartphone já é o dispositivo número um para acompanhar conteúdos esportivos, citado por 87% dos entrevistados. A televisão é a outra potência, com 72%.

Durante os eventos ao vivo, a tela do celular também mostrou sua força na tabelinha com as TVs. Dois terços dos torcedores usam seu aparelho para acompanhar transmissões “sempre” ou “com frequência”. Mais do que apenas assistir, o fã quer interagir: durante as competições, o uso do smartphone serve principalmente para ver resultados de outras partidas (64%), conversar sobre os lances com amigos (61%) ou consultar informações adicionais sobre a partida (42%).  

O reinado das redes sociais e o “fenômeno zap”

A pesquisa confirma a hegemonia da Meta no ecossistema esportivo. O Instagram é a rede social preferida para o consumo geral de conteúdo esportivo (36%), seguido pelo TikTok (26%). No entanto, quando a bola rola ao vivo, o WhatsApp assume o protagonismo: 21% dos brasileiros o utilizam como principal rede para comentar os lances em tempo real, superando o Instagram (19%) e o X (5%).

“Estamos vivendo a era da audiência fragmentada e simultânea. O brasileiro não abandonou a TV e ela continua sendo poderosa, mas deixou de ser exclusiva. Hoje, a experiência esportiva é, essencialmente, mobile e social. Para as marcas, isso significa que não basta aparecer na placa de publicidade do estádio; é preciso estar no meme que circula no grupo da família e nos Stories do influenciador”, analisa Gilberto Zurita, sócio e CEO do Resenha Digital Clube.

“O WhatsApp virou a nossa nova arquibancada digital. O torcedor quer comentar o lance polêmico no grupo dos amigos, onde a resenha é sem filtro, antes de postar publicamente. Isso desafia as marcas: como entrar numa conversa criptografada e privada sem ser intrusivo? A resposta está no conteúdo compartilhável, no meme que nasce público e viaja no privado”, complementa Fabrício Fudissaku, CEO da Data-Makers.  

Futebol dominante e tênis em ascensão 

Como esperado, o futebol reina absoluto, sendo o mais acompanhado pelos entrevistados (85%). Contudo, o estudo revela um forte interesse por outras modalidades: o vôlei aparece na segunda posição (45%), seguido pelo basquete (31%), MMA (27%) e tênis (26%).

O estudo também acendeu um holofote sobre o tênis nacional: o esporte da raquete já figura entre os preferidos pelos brasileiros, alcançando 11% da audiência que o escolhe como seu evento esportivo favorito. Essa marca coloca o tênis muito próximo de modalidades tradicionalmente mais consolidadas como o vôlei (14%) e o basquete (12%), desafiando a percepção de nicho e indicando um crescimento notável no engajamento dos fãs. Novamente, apenas o futebol sobra nos números, sendo o preferido de 47%.

A ascensão do tênis também reflete o excelente momento vivido pela modalidade no país, sobretudo com o surgimento de João Fonseca, um dos principais nomes da nova geração do esporte mundial.

A pesquisa também identificou que o consumo de conteúdo é diário para a maioria. Mais da metade dos brasileiros (59%) consome informações esportivas todos os dias ou algumas vezes por semana. Os formatos curtos e verticais são os grandes vencedores dessa disputa pela atenção: Reels e vídeos curtos (TikTok/Shorts) têm 72% de preferência, seguidos pelos Stories (63%) e Memes (60%).  

Oportunidade para Marcas

Um dado animador para o mercado publicitário é a receptividade do público. 61% dos fãs de esporte veem de forma positiva ou muito positiva as marcas que criam conteúdo esportivo. Além disso, 20% dos torcedores já acompanham canais oficiais de clubes (TVs de clubes), demonstrando um nicho engajado para patrocínios diretos.

“Os dados mostram que o fã de esporte não rejeita a marca, desde que ela entregue valor e entretenimento. Com formatos como Reels e Memes liderando a preferência, o cenário publicitário abre espaço para a cocriação e para narrativas mais fluidas e ágeis”, destaca Leandro Gleria, sócio e head de operações do Resenha.  

Principais destaques do estudo:

Sobre o Estudo

A pesquisa “O Consumo de Mídia Esportiva no Brasil” foi realizada pela Data-Makers em parceria com a Resenha em outubro de 2025. O estudo utilizou entrevistas online de autopreenchimento com 1.000 brasileiros que acompanham eventos esportivos, representando todas as classes sociais e todas as regiões do Brasil.​ O perfil da amostra incluiu 44% de mulheres, 55% de homens e 1% de outros gêneros. Em termos de classe social, 31% pertencem às classes AB, 42% à classe C e 27% às classes DE. A distribuição regional contemplou Sudeste (45%), Nordeste (20%), Sul (18%), Centro-Oeste (9%) e Norte (8%).

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