Ícone do site Marcas Mais

Pesquisa Creators & Negócios mostra aumento de receita e amadurecimento no mercado de influência

Maturidade do negócio define quem transforma conteúdo em fonte estável de renda: 1 em cada 2 creators com mais tempo de carreira já fatura acima de R$10 mil, mostra levantamento da YOUPIX

A sexta edição da pesquisa Creators & Negócios, realizada pela YOUPIX, mostra que quem está começando já tem alguma receita, mas os ganhos e modelos de negócio se tornam mais consistentes e interessantes com o tempo. Esse amadurecimento reflete a aceleração na profissionalização do mercado brasileiro: metade dos creators já vive 100% da influência, mostrando que a Creator Economy deixou de ser “modinha” e se consolidou como uma carreira sólida.

“A gente já vinha observando uma aceleração da profissionalização dos creators e a pesquisa vem comprovar essa tendência. Ela também é fruto da maturidade do mercado. Pela primeira vez, medimos quanto tempo o criador se dedica à profissão e vimos que 1 em cada 2 deles que criam há mais de anos ganham acima de R$10 mil. Para viver 100 % da criação de conteúdo, o mais comum é ter entre 3 e 7 anos de carreira”, destaca Rafaela Lotto, CEO da YOUPIX.

Entre os novos criadores, as chances de gerar lucro surgem ainda nos primeiros passos. O levantamento aponta que o UGC (User Generated Content) e os programas de afiliados são as principais fontes de renda de quem está começando, mostrando que é possível monetizar antes mesmo de consolidar uma grande base de seguidores, um sinal do aumento das alternativas e caminhos de atuação no mercado.

“O que separa o criador de conteúdo do empreendedor criativo é a capacidade de sustentar sua relevância, se profissionalizar e entender que influência é um negócio de longo prazo”, afirma Rafaela.

Uma nova elite e uma base mais vulnerável

A pirâmide de renda mostra um mercado mais polarizado. Cresceu a base de quem ganha menos e também o topo de quem fatura alto, enquanto o “meio do caminho” — aqueles que recebem entre R$2 mil e R$10 mil — perdeu espaço. O estudo revela uma nova elite da influência, formada por criadores que resistiram no mercado, profissionalizaram sua gestão e diversificaram fontes de receita.

Os creators que estão no topo da pirâmide — os que faturam acima de R$10 mil/mês — representam cerca de 12% do total da amostra e têm, em média, mais de 5 anos de experiência, diversificação de receitas (publicidade, UGC, produtos próprios e licenciamento) e tendência a viver integralmente da criação de conteúdo. Já a faixa de criadores com rendas entre R$2 mil e R$10 mil, que antes eram a maioria, agora representam cerca de 35% da amostra, uma queda relevante frente à edição anterior. A base se expandiu: os criadores que ganham até R$2 mil mensais são hoje mais de 40% da base, reflexo da entrada constante de novos perfis e da competição crescente por atenção e parcerias.

53% dos criadores ainda dependem de outro trabalho (CLT ou PJ) para viver — um dado que reforça o quanto a estabilidade financeira ainda é um desafio para a maioria.

Monetização: diversificação e amadurecimento

A publicidade continua sendo a principal fonte de receita do creator, mas perdeu espaço em relação a pesquisa de 2024. Outros formatos crescem, como UGC (User Generated Content), afiliados, infoprodutos e licenciamento, apontando para um ecossistema mais maduro e menos dependente de publis.

Entre os novos entrantes (com menos de 1 ano de criação), o UGC lidera as formas de monetização. Já a #publi se torna mais rentável a partir do segundo ano de carreira, atingindo seu auge entre 3 e 6 anos de atuação.

Mesmo com avanços, 3 em cada 10 creators ainda não monetizaram — a maioria deles com menos de 1 ano de produção de conteúdo.

Para a CEO da YOUPIX, “A receita cresce com o tempo, não tem ‘milagre’, não tem ‘dar certo da noite pro dia’, como em qualquer carreira, é o tempo, a experiência e a resiliência que fazem com que os resultados cheguem”.

Diversidade e representatividade em alta

Pela primeira vez na história da pesquisa, a maioria dos respondentes é negra:

49,8% se autodeclaram pretos ou pardos, superior ao percentual de brancos e refletindo uma Creator Economy mais próxima da realidade da população brasileira.

Apesar do avanço na representatividade, a desigualdade ainda persiste: creators negros ganham menos, em média, do que os brancos — evidenciando a necessidade de ampliar o acesso às oportunidades de monetização e visibilidade.

A presença feminina ainda é maioria: 74,9% dos creators são mulheres.

Saúde mental: menos burnout, mais hate

Após anos de alertas sobre exaustão e adoecimento, o número de criadores que afirmam ter sofrido burnout caiu. Ainda assim, o impacto emocional segue afetando o negócio: 74,8% dos participantes relataram sofrer algum tipo de discurso de ódio, o que compromete a conexão com a comunidade e a constância na produção de conteúdo. A pesquisa também apresenta um recorte onde a vulnerabilidade emocional é maior entre os creators de baixa renda, especialmente os que ganham até R$2 mil por mês.

Sobre a pesquisa

O levantamento analisa as mudanças estruturais, econômicas e culturais do mercado de influência, além de apontar tendências e desafios para quem faz parte desse ecossistema.

Sair da versão mobile