Primeira edição do mapeamento analisa os patrocinadores de uniforme dos clubes da Série A1 ao longo da temporada 2025, compara o cenário com o futebol masculino e identifica oportunidades ainda pouco exploradas na principal divisão do futebol feminino no Brasil
- Ao todo, 92 marcas foram expostas nos uniformes das 16 equipes da Série A1 ao longo de 2025, volume 44% menor que o registrado pela Série A (masculino);
- Em média, cada equipe da Série A1 contou com 5,8 marcas diferentes na temporada, 29% menos que a média de 8,1 marcas no masculino;
- 50% das 92 marcas presentes na Série A1 também patrocinam equipes do Brasileirão
Masculino, enquanto 50% estão exclusivamente no Brasileirão Feminino;
- Assim como no masculino, as empresas do setor Financeiro lideram no volume de marcas diferentes no patrocínio a equipes da Série A1, com 13 marcas;
- O setor de Apostas ficou com a vice-liderança com 11 marcas distintas;
- O segmento de Higiene Pessoal e Beleza se destaca com patrocínios exclusivamente ao
Brasileirão Feminino e um dos mais relevantes em volume de marcas, com 5 marcas diferentes;
- Acordos pontuais: somente dois acordos foram pontuais entre os clubes da Série A1 na temporada de 2025, volume 93% inferior ao observado nos clubes masculinos (30 acordos).
O IBOPE Repucom divulgou a primeira edição do Mapa do Patrocínio de uniformes no futebol feminino no Brasil em 2025. O estudo tem como objetivo mapear as marcas presentes nos uniformes dos 16 clubes da Série A1 do Brasileirão Feminino, organizando-as por propriedade (local de aplicação da marca) e respectivo setor de mercado. A análise oferece uma visão ampla e detalhada do mercado de patrocínio nas camisas da elite do futebol feminino nacional, além de identificar oportunidades para a construção de estratégias com foco na Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil.
Brasileirão Série A1 – Feminino
Desde o início da temporada até o encerramento do Campeonato Brasileiro Feminino de 2025, os 16 clubes da Série A1 estamparam 92 patrocinadores distintos em seus uniformes. Esse volume representa 72 marcas a menos em comparação ao total identificado nos uniformes dos 20 clubes do Brasileirão Masculino, que somaram 164 marcas no período. Em média, cada equipe da Série A1 contou com 5,8 marcas diferentes na temporada, 29% menos que a média de 8,1 do masculino.
Exatamente metade das 92 marcas presentes na Série A1 também patrocinaram equipes do Brasileirão Masculino, enquanto 50% estiveram presentes exclusivamente no Brasileirão Feminino, incluindo setores inteiros como o de Higiene Pessoal e Beleza com marcas como Rexona, Neutrox, Modess, Negra Rosa e Vizzela, categorias relevantes como a de chocolates representada exclusivamente pela Bis nos patrocínios ao Cruzeiro e ao São Paulo.
O único patrocínio da categoria de Cervejas Sem Álcool com ‘Estrella Galicia 0.0’ na Ferroviária de Araraquara e de marcas de peso como Guaraná Antarctica no Flamengo, exemplificam marcas relevantes e que estiveram presentes exclusivamente no Brasileirão Feminino no ano passado.
Danilo Amâncio, coordenador de marketing do IBOPE Repucom e responsável pelo estudo, destaca: “Tratar o Brasileirão Feminino como um ativo secundário já não encontra respaldo nos dados. Metade das marcas atua exclusivamente na modalidade feminina, sinalizando que o futebol feminino deixou de ser um complemento do masculino e se consolidou como uma plataforma própria de construção de marca, valores e relacionamento. Ainda em escala menor, o avanço consistente da modalidade revela um mercado em amadurecimento, cada vez mais integrado às estratégias comerciais dos clubes.”
TOP 5 SEGMENTOS
Os cinco segmentos mais presentes nos uniformes dos clubes da Série A1 em 2025, foram:
Financeiro, com 13 marcas distintas; Apostas, com 11 marcas; Serviços de Saúde, com 8 marcas; Tecnologia e Aplicativos, com 6 marcas; e Higiene Pessoal e Beleza, com 5 marcas. Juntos, esses cinco setores representam 47% de todas as marcas patrocinadoras do futebol feminino em 2025.
Assim como no futebol masculino, empresas do setor Financeiro (bancos, financeiras, corretoras, consórcios, seguradoras, cartões e métodos de pagamentos etc.) lideraram o volume de marcas presentes nos uniformes dos clubes da Série A1, com 13 marcas únicas.
O setor de Apostas esteve presente em 12 dos 16 clubes da Série A1, com 11 marcas diferentes (7 marcas a menos que o registrado pelas equipes masculinas). Este setor dominou a presença no patrocínio-máster, o espaço mais nobre do uniforme, encerrando a temporada com 10 patrocínios de 9 marcas diferentes nesta propriedade.
O setor de Serviços de Saúde foi o terceiro em volume de marcas patrocinadoras. Ao todo foram oito marcas deste setor, volume muito semelhante ao registrado nos uniformes masculinos, que somou 11 marcas.
O segmento de Tecnologia e Aplicativos reuniu seis marcas entre os patrocinadores das equipes femininas (três a menos que no masculino). Dentre elas, somente uma empresa rescindiu o contrato durante a temporada.
O setor de Higiene Pessoal e Beleza se destacou ao firmar patrocínios somente às equipes do Brasileirão Feminino, figurando entre os segmentos mais relevantes em volume de marcas únicas na Série A1, com cinco anunciantes diferentes.
As empresas do setor de “Imobiliário, Construção e Acabamentos”, que se destacaram no levantamento dos clubes masculinos na vice-liderança com 19 marcas únicas, registraram somente quatro acordos entre as equipes femininas do Brasileirão. Essa diferença pode se traduzir em oportunidade para marcas do segmento que desejam se associar à modalidade e construir um relacionamento consistente com os fãs do campeonato.
PONTUAIS
Somente dois acordos foram pontuais entre as equipes do Brasileirão Feminino ao longo da temporada de 2025, muito diferente do observado nos Brasileirão Masculino com 30 contratos pontuais. Este ambiente abre uma janela de oportunidades para a experimentação de marcas, especialmente nas fases decisivas do Brasileirão Série A1, que contarão com transmissão em TV aberta este ano.
Danilo Amâncio, complementa: “A ampliação das transmissões do futebol feminino, especialmente em TV aberta, transforma 2026 em um ano decisivo para as marcas. Com a Copa do Mundo Feminina confirmada no Brasil em 2027, o Brasileirão Feminino deixa de ser apenas um espaço de exposição e se consolida como uma plataforma estratégica de construção de marca, relacionamento e familiaridade com o público. As marcas que investem agora constroem vantagem competitiva em reconhecimento e preferência antes do pico de atenção de 2027, quando a visibilidade será disputada, não construída.”
Fonte: Mapa do Patrocínio do Futebol Feminino no Brasil em 2025
Levantamento divulgado anualmente pelo IBOPE Repucom com o objetivo de acompanhar o
desenvolvimento e movimentos do setor de patrocínio de camisas das 16 equipes presentes na
edição corrente da Série A1 do Campeonato Brasileiro de futebol. O Insper Sport Business é apoiador deste projeto.