Itaú (R$ 43,6 bi), Bradesco (R$ 29,8 bi) e Banco do Brasil (R$ 27,7 bi) lideram o ranking;
Valor total das 120 maiores marcas atinge R$ 581 bilhões, com queda de 1,6% em relação a 2024;
Toyota, Vivo e Mercado Livre se destacam pelo crescimento no valor de marca.
A Brand DX divulga hoje a edição 2025 do seu estudo anual de valoração de marcas, que aponta o Itaú como a marca mais valiosa do Brasil, com valor estimado em R$ 43,6 bilhões. O setor bancário domina as três primeiras colocações, com Bradesco (R$ 29,8 bi) e Banco do Brasil (R$ 27,7 bi) completando o pódio. O valor total das 120 maiores marcas brasileiras atingiu R$ 581 bilhões em 2025, registrando retração de 1,6% ante 2024, porém com expansão acumulada de 57% desde 2020.
Top 10 Marcas Mais Valiosas do Brasil — 2025
| Posição | Marca | Brand Score | Valor da Marca (R$ bilhões) |
| 1 | Itaú | 78 | 43,6 |
| 2 | Bradesco | 69 | 29,8 |
| 3 | Banco do Brasil | 68 | 27,7 |
| 4 | Toyota | 87 | 14,8 |
| 5 | Caixa | 68 | 14,8 |
| 6 | Mercado Livre | 77 | 13,5 |
| 7 | Nubank | 63 | 13,1 |
| 8 | Vivo | 80 | 12,8 |
| 9 | Natura | 81 | 12,3 |
| 10 | Coca-Cola | 82 | 11,8 |
Evolução do Valor Total das Marcas (2020–2025)
| Ano | Valor da Marca Total (R$ bilhões) | Crescimento % | Índice (2020=100) |
|---|---|---|---|
| 2020 | 369 | — | 100 |
| 2021 | 368 | –0,1% | 99,9 |
| 2022 | 457 | +23,9% | 124 |
| 2023 | 532 | +16,5% | 144 |
| 2024 | 590 | +10,9% | 160 |
| 2025 | 581 | –1,6% | 157 |
“O mercado atingiu um novo patamar de maturidade. Hoje, o desafio não é crescer em volume, mas preservar valor e relevância diante de transformações tecnológicas e mudanças de comportamento do consumidor”, destaca o CEO da Brand DX, Gilson Nunes.
As 5 Marcas de Maior Crescimento em Valor — 2025
| Marca | Setor | Crescimento % 2024-2025 | Principais Fatores |
|---|---|---|---|
| Gerdau | Siderurgia | +25% | Forte demanda por aço e eficiência operacional |
| Coca-Cola | Bebidas | +25% | Estratégia de portfólio diversificado e expansão digital |
| Porto Seguro | Seguros | +25% | Diversificação de serviços e solidez no atendimento |
| WEG | Máquinas e Equipamentos | +22% | Liderança em energias renováveis e inovação tecnológica |
| Rede Globo | Comunicação | +21% | Conteúdo multiplataforma e fortalecimento de audiência |
Essas marcas se destacaram por inovação, consistência e propósito, com resultados superiores à média setorial em percepção e confiança do consumidor.
Análise Setorial
Setor Automobilístico
Em meio à transformação digital e à chegada de novas marcas de veículos elétricos e híbridos, o setor mantém lideranças consolidadas. Toyota segue como destaque com R$ 14,8 bilhões (+8%), sustentando sua posição através de estratégias focadas em sustentabilidade, qualidade e confiança. A Honda acompanha com R$ 10,8 bilhões (+13%), demonstrando resiliência em um mercado em reconfiguração, onde reputação e transição para novas tecnologias são fundamentais.
Telecomunicações
Setor marcado pela maturidade e intensa pressão competitiva. A Vivo consolida liderança absoluta como a marca de telecom mais valiosa do país com R$ 12,8 bilhões (+16%), sustentada por percepção positiva em qualidade de serviço. Claro (R$ 3,2 bi, -8%) e TIM (R$ 2,7 bi, +6%) enfrentam desafios de margens comprimidas e concorrência de operadoras regionais, refletindo um ambiente onde a inovação percebida permanece como desafio setorial.
Setor Bancário
Fortemente impactado pelo cenário econômico de juros elevados e crédito restrito, o segmento bancário foi o mais afetado. O Itaú mantém dominância com R$ 43,6 bilhões (-7%), enquanto o Bradesco mostra recuperação com R$ 29,8 bilhões (+8%). Banco do Brasil (R$ 27,7 bi, -26%) e Caixa (R$ 14,8 bi, -29%) sofrem quedas acentuadas. O Nubank avança para R$ 13,1 bilhões (+2%), consolidando espaço entre digitais e desafiando o domínio das instituições tradicionais.
Varejo e Farmacêutico
O Mercado Livre segue líder absoluto no digital com R$ 13,5 bilhões (-11%), consolidando-se entre as marcas mais valiosas, embora refletindo a desaceleração do e-commerce. No varejo físico, Lojas Renner (R$ 9,4 bi, -4%) e Americanas (R$ 3,4 bi, -4%) enfrentam margens reduzidas, enquanto Magazine Luiza (R$ 7,9 bi, +7%) mostra recuperação. As farmácias sofrem com saturação: Drogasil (R$ 4,4 bi, -2%), Drogaria São Paulo (R$ 1,9 bi, -4%) e Droga Raia (R$ 1,4 bi, -11%) refletem a pressão do excesso de pontos de venda.
Bebidas
Setor que mantém marcas icônicas, mas mostra sinais de estagnação. A Coca-Cola apresenta crescimento notável (R$ 11,8 bi, +26%), contrastando com Skol (R$ 11,2 bi, -26%), que mantém liderança histórica, e Brahma (R$ 7,1 bi, -8%). O segmento maduro busca reinvenção para engajar novas gerações, com propósito e experiência como diferenciais emergentes, refletindo mudanças nos hábitos de consumo.
Alimentos
A Nestlé mantém liderança (R$ 11,7 bi, -8%) entre as primeiras posições, sustentando confiança e presença massiva. McDonald’s (R$ 5,2 bi, -8%), Sadia (R$ 2,5 bi, -22%) e Perdigão (R$ 0,7 bi, -28%) refletem a pressão de novas marcas e mudanças nos padrões de consumo, com o setor sentindo a fragmentação de mercado e a busca crescente por saudabilidade.
Metodologia de Valoração de Marca
A Brand DX utiliza o modelo de Uso Econômico, baseado no Fluxo de Caixa da Marca descontado pelo método Royalty Relief — reconhecido internacionalmente por sua objetividade e aderência à norma ISO 10668: Brand Valuation.
O método estima os lucros futuros atribuíveis à marca, aplicando taxas de royalties comparáveis e ajustando o valor presente com base no risco de mercado (WACC).
Etapas do Processo:
- Projeção de Receita Líquida e Margem Operacional (2024–2029) — com base em dados do Valor Econômico 1000 e B3.
- Cálculo do Royalty Rate — fundamentado em contratos e benchmarks setoriais.
- Avaliação da Força da Marca (Brand Score Index) — derivada de pesquisas com 24 mil consumidores e mais de 20 KPIs.
- Determinação do Custo de Capital (WACC) — refletindo risco e retorno esperado.
- Cálculo do Valor da Marca — via Valor Presente Líquido (VPL) dos royalties estimados.