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Moinho Globo investe R$ 25 milhões em sistema de paletização automática com robôs

Ganho de produtividade estimado com nova tecnologia é de 30% de aumento de  produção e disponibilidade dos turnos de trabalho

O Moinho Globo, segundo maior moinho de trigo do Paraná, sediado em Sertanópolis  (40 km de Londrina), está implementando um sistema robótico que automatiza  integralmente o processo de envase e paletização das linhas de farinhas de trigo e pré misturas das marcas Globo e Famiglia Venturelli. 

A nova tecnologia proporciona um ganho de produtividade estimado em 30% com  aumento de produção e disponibilidade dos turnos de trabalho, otimizando as  capacidades dos equipamentos. Com esses investimentos a empresa passa a operar de  forma 100% automatizada em todas as etapas, da moagem à armazenagem dos  produtos paletizados prontos. 

Com investimento de R$ 25 milhões, o novo sistema já funciona em plena capacidade  desde o final de 2025 para as linhas de farinhas de trigo de 1 kg e 5 kg de papel, além  do 1 kg plástico, que representam os maiores volumes da empresa. A instalação do  projeto para linhas de 25 kg está em andamento, com previsão de início de operação  no segundo trimestre deste ano. 

Paloma Venturelli, presidente do Moinho Globo, destaca que o investimento traz  inovação, aumento da produtividade e eficiência operacional, além de contornar  também a dificuldade que a empresa vinha enfrentando na contratação de mão de obra para atividades manuais. “O Moinho Globo vem crescendo de forma muito  sustentável nos últimos anos e nossa visão é estar na vanguarda do setor moageiro de  trigo no Brasil’, afirma.  

A executiva lembra que, em 2024, a empresa ampliou sua capacidade de produção  diária em quase 70% para 1.000 toneladas de trigo, ao inaugurar um terceiro diagrama  de moagem.

Etapas e integração 

Desenvolvidos de forma customizada para o Moinho Globo pelas empresas TMG  Impianti (Itália/Brasil), responsável pelas linhas de 1 kg e 5 kg (papel e plástico), e  Haver & Boecker (Alemanha/Brasil), responsável pela linha de 25 kg, os sistemas  

automatizados viabilizam o agrupamento dos pacotes e a formação de fardos com  filme plástico termoencolhível, movimentados em esteiras com sensores de detecção  até a célula de paletização. 

A partir desse ponto, um robô realiza a paletização ordenada por SKU, conforme  programação. Depois de montado, o pallet segue por uma esteira até a envolvedora  orbital, que realiza a aplicação do filme stretch, deixando-o pronto para expedição. 

Todo o processo é monitorado por um sistema de controle de estoque por  endereçamento (WMS), com aplicação automática de códigos de barras e QR Code. 

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