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Prefeitura de São Paulo e Spcine lançam projeto para formar desenvolvedores nas periferias

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Spcine, vinculada à Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, lança o Futuro Gamer: Hub Móvel de Games, iniciativa inédita voltada à formação gratuita de jovens das periferias em desenvolvimento de jogos e tecnologia, diretamente em seus territórios.

Para Emiliano Zapata, diretor de Inovação e Difusão da Spcine, o projeto amplia o acesso à inovação: “Levar o Futuro Gamer aos territórios é transformar potencial em trajetória profissional e fazer da tecnologia um instrumento real de inclusão.”

Anna Paula Montini, presidente da Spcine, completa: “Iniciativas como essa são estruturantes para o futuro da economia criativa, formando desde agora os profissionais que irão sustentar a competitividade do setor nos próximos anos.”

Proposto pela desenvolvedora brasileira Salve Games em parceria com a aceleradora Geek Hub, o projeto reforça o compromisso da cidade com a descentralização do acesso, inclusão social e fortalecimento da indústria criativa. A participação será gratuita, mediante inscrição prévia.

Instalado em um caminhão adaptado, o Hub Móvel vai circular por diferentes regiões do município promovendo cursos, oficinas, vivências, bate-papos, game jams e atividades práticas. A proposta é capacitar jovens para que possam desenvolver seus próprios projetos e acessar oportunidades profissionais em um dos setores que mais crescem globalmente.

Lançamento na gamescom latam

Antes de iniciar sua circulação pelos bairros, o projeto será oficialmente apresentado durante a gamescom latam 2026, no dia 30 de abril, no Distrito do Anhembi, em São Paulo. Durante o evento, o Hub estará aberto para visitação, com atividades e apresentações sobre a iniciativa. Após a feira, o cronograma de atuação seguirá pelos territórios da capital.

A primeira parada será no CEU São Miguel, seguida por outros equipamentos públicos como CEU Perus, CEU Uirapuru, CEU Paraisópolis e CEU Carrão.

Formação, inclusão e protagonismo

A iniciativa parte de uma mudança de perspectiva: o gamer do futuro não é apenas quem joga, mas quem desenvolve, produz e empreende. Ao levar infraestrutura, mentoria e conteúdo especializado a regiões com baixa oferta formativa, o projeto busca reduzir desigualdades e ampliar horizontes profissionais.

O Hub atenderá entre 12 e 20 participantes por ciclo em cada território, em sistema rotativo, ampliando o número de beneficiários ao longo da ação. Ao menos dez chamadas públicas serão realizadas, com políticas afirmativas que garantem vagas para pessoas negras, indígenas, pessoas com deficiência e pessoas trans. Os participantes receberão certificação e acompanhamento de desempenho.

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